domingo, 8 de fevereiro de 2015

Theory of Everything


"Look up at the starts and not down at your feet. Try to make sense of what you see and wonder about what makes the universe exist. Be curious" - Dr. Stephen Hawking

Se há coisas que me motiva a ser "reviewer" ( meti entre aspas porque honestamente só faço pelo fun e não tenho nenhuma autoridade para ser um... e nem curso de jornalismo se é se quer preciso para tal ) é o facto de ser curioso e muitas vezes dar credito onde é preciso ser dado e realmente compreender o que vejo para perceber, aqui pode-se aplicar o que o Hawking disse... alguma coisa mas aplica-se.

Em 2014 se existe algum filme que realmente meteu os olhos cheios de lágrimas de muitas pessoas foi o Theory of Everything que conta a historia de Doctor Stephen Hawking que é o físico teórico mais conhecido do mundo pelos seus variadíssimos trabalhos e  também pelas suas contribuições para a ciência. E o próprio gostou do filme que muitas vezes se via ele lá


Le Review

Setting - Em 1963 é onde começa a historia do filme onde o Stephen ( played by Eddie Redmayne ) e Jane Wilde ( played by Felicity Jones que já agora ela é linda e muito fofinha ) conhecem-se numa festa e falam um com o outro e o romance começa logo de ai mas lá esta é algo inocente e normal dos anos 60... e Já agora uma pequena curiosidade... foi em 1963 que estreiou Doctor Who.... é um ponto importante sendo que existem duas referencias no filme a DW. A partir de aqui é um bom bocado de Stephen na escola de como era preguiçoso mas dava-se bem com colegas e até dava-se bem com  quem iria ser a primeira mulher dele. E as coisas começam a cair quando ele é diagnosticado de  Esclerose Lateral Amiotrófica que basicamente o cérebro não iria fazer bem a conecção com tudo o que tem a ver com movimentação e assim não se iria conseguir mexer, falar, respirar ou qualquer outro movimento. Basicamente o resto do filme é a vida dele e como é que a primeira mulher dele carregou o peso todo da doença dele e de ainda conseguido ter filhos ( existe uma piada sobre isto mais a frente no filme.. um bom toque de humor calhou mesmo bem ).

Eu e este filme até nos demos bem... apesar de ter tido um flashback a filmes como Brilliant Mind em que a mulher do génio tinha de o aturar porque ela não conseguia compreender o porque de ele ser tão inteligente e havia a barreira e tal mas neste filme provou o contrario a Jane é uma mulher que não só o conseguiu suportar por tanto tempo como ela mesmo compreendeu as teorias dele porque há uma parte do filme em que ela fala do que ele já andou a fazer pesquisa e é bonito ver esta evolução e também perceber como funciona ter que carregar isto tudo as coisas e o final em si é bonito.

Em termos de acting este filme até que correu bem, se bem que tenho um bocado de feeling neutro com o acting do Eddie Redmayne porque parecia que estava sempre no gozo mas lá esta.. talvez o proprio tenha sido assim na vida dele logo pode ser disso e o Stephen disse quando viu o filme que se as vezes parecia ele mesmo ao ver. a Felicity Jones ficou particularmente bem ao fazer papel de uma mulher forte mas também tinha as suas fraquezas e via-se isso bem. Eu gostei no geral em termos de acting.

Bem o que é bonito e mesmo lindo de se ouvir é mesmo a soundtrack e quem me conhece sabe que eu gosto de soundtracks que se adapta bem ao filme e o senhor que compôs a soundtrack, Jóhann Jóhannsson, fez um bom trabalho em que a musica é boa para se misturar bem com os bons momentos do filme como é boa de se ouvir.


Cenas da vida e Tempo

Theory of Everything é um bom filme, tem drama, tem um climax e um bom final... obviamente que o Dr. Stephen Hawking ainda anda a procura da reposta para tudo no universo e ainda com 72 anos vivinho da silva, é uma grande inspiração para muitos jovens cientistas mas também para qualquer pessoa. Retrata bem a vida dele ( ou o que foi realmente ) mas nem chega a contar tudo porque ele teve uma segunda mulher. Anyway se andam com vontade de ver um filme mais com base de drama e por ai, este filme é bom para satisfazer isso e ainda aprendem um bocado sobre uma das pessoas mais influentes nos dias de hoje e para quem se vai questionar... não és obrigado a conhecer as teorias dele para ver o filme, podes ler isso depois. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Minority Report: Everybody Runs


Sim este vai ser o ultimo filme que vou fazer review de um filme mas deixei este em especial porque lembrei-me que "ah e tal os leitores até podem ficar interessados num filme que gosto... porque cenas" e Minority Report é um dos meus filmes favoritos.

Anyway o que gosto neste filme nem é as cenas de acção ou como a personagem principal resolve o filme e tal mas o que gosto mais é da forma como este filme toca em assuntos interessantes como seria se houvesse um sistema em que homicídios fossem pre-determinados e que nada fosse sem o perigo de homicídios sem contar que  sem contar que algumas das conversas são giras mas é na parte inicial do filmes, depois o resto torna-se na resolução do mesmo.

Le Review

Em 2054 em Washinton D.C é testado algo já a algum tempo chamado PreCrime. Um sistema que utiliza 3 pessoas com "talentos" especiais de poderem ver homicídios antes  de os mesmos ocorrerem e eis que entra o nosso Main character Captain John Anderton ( Tom Cruise ) em que ele é o chefe da divisão. Quando existe um homicídio existem dois tipos um Predeterminado que se pode ver horas em avanço ( de 20 horas ou mais ) mas esses já nem ocorriam por causa do Precrime, agora existem outros em que accionam o Red Ball Alert ( ... no Pun intended ) em que aío só têm poucas horas ( normalmente entre 2 a 5 horas ). Existe uma cena muito cedo em que decidem explicar de como podemos prender pessoas antes de eles cometerem os crimes se não os fizeram é giro esse pequeno momento, pena não estar no filme todo. Somos introduzidos ao primeiro "vilão" Agent Danny Witwer em que o obejctivo dele é ver e avaliar o sistema de Precrime para poder ver se vale a pena que esse sistema seja provado pelo governo.

Uma pequena atenção ao ver este filme, se estiverem com atenção a tudo o que é dito nos primeiros 40 minutos deste filme vão ter as respostas todas do centro da acção e do final do filme, o foreshadowing é subtil o suficiente para dar muitas como poucas respostas ao filme, é uma questão de ficar atento.

Em termos de personagens o filme destaca-se bem sendo que o John Anderton e o Danny Witwer são os que se destacam melhor sendo que existe uma rivalidade inicial entre eles sendo que um estava a supervisionar o outro, como chegam a ajudar-se para resolver a questão final do filme. Mesmo assim acho que foi dedicado pouco tempo a outras personagens como os colegas de trabalho do John, mas sendo um filme não se pode ter tudo. Mesmo assim o acting de todos é bom.

A soundtrack tem musicas até que boas, eu tenho um gostinho pela "PreCrime To The Rescue" mas a musica faz bom blending com o filme que eu honestamente nem reparo muito, se eu reparar mais na musica no que no filme normalmente é mau sinal.

Cenas da vida e Clarity

Minority Report: Everybody Runs em si não é um mau filme, até é um daqueles filmes que vale a pena ver de vez em quando, tem potencial para muito mais mas em 2:45h não coube tudo, possivelmente daria para fazer uma série com o tema, Mas bem já volto com mais anime e cenas giras. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Yor, Hunter from the Future


Se existe algum filme que desafia tudo o que realmente existe sobre cinema é este filme, porque este filme recria-se, reinventa-se, muda de géneros sem avisar e realmente consegue ser um mau filme mesmo por causa do acting que nem é do melhor mas o script em si não ajuda. Para explicar o weird deste filme vou ter que dar Spoilers logo.. some minor spoilers ahead ( se bem que nem querem saber de um filme destes )

Le Review

Yor, Hunter from the Future é um filme que começa como uma aventura pre-histórica que acompanha as aventuras de Yor, um caçador que anda por ai a fazer... cenas. Sim porque os primeiros 3 minutos do filme é ouvir a theme song dele que é extremamente bonita e também serve para o ego sendo que cantam "Yor He's the Man". Mas pronto no inicio ele salva uma mulher chamada Kallah de um Triceratops em que o protector dele Pac só esta com ela por causa porque ele era amigo do Pai dela que era o Rei... e sim a frase é basicamente dita desta maneira que nem faz sentido com nada. Anyway o Pac e a Kallah levam o Yor para um banquete da vila deles em que depois são atacados por Purple Caveman! ( sim.... eu sei ). E com isto começa a aventura de Yor e companhia.

Mas aqui esta a coisa, no momento em que ele acaba de lidar com os Purple caveman o filme parece que reinicia e volta a ser algo novo completamente em que nada é o que era antes, como se o filme tivesse carregado no botão de reset e começar um jogo novo com as mesmas personagens. E nem contente em ficar ai o filme de repente vira um Sci-fi com Spaceships ( que nem se vêm já agora ) e robots e tal... Sim fomos de um pre-historic adventure para um Sci-fi... pois mas isso acontece porque o filme tem isto no titulo "Hunter From the FUTURE" em que isto é um setting pos apocalíptico em que o mundo supostamente foi com os porcos depois de Nuclear bombs e tal. Mas a historia em si muda completamente por cada acto que muda, é fantástico sendo que o filme é basicamente tudo como basicamente nada, existe e não existe. É simplesmente fantástico.

Eu basicamente estou a despejar tudo cá para fora porque este filme tem de ser visto para se compreender o quão awesome é e o quão mau consegue ser ao mesmo tempo, honestamente diria que este filme merece estar no topo dos "This is so bad that it's good" porque é completamente original e ao mesmo tempo rouba tanto clichés a outros filmes e sem contar que tem Reb Brown.

Cenas da vida e Purple Caveman

Para mim Yor, Hunter from the Future é um daqueles filmes que merece ser visto com um grupo de amigos para rir do quão mau é, mas para mim tem outro lugar especial sendo que foi por causa deste vid que conheci um dos meus reviewers favoritos, The Spoony One, em que ele fez review disto da melhor forma possivel e ao contrario de mim.. tem piada. Mesmo assim, este filme é algo de awesome e bonito. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Foodfight


Se há coisa que não gosto muito é pegar em algo que possivelmente pessoas com melhor writing skills que eu já pegaram e fizeram isso melhor. Mas ao pedido de duas lovely ladies decidi "ah ok bora" e lá fui eu ver o filme.

Mas bem, Foodfight é possivelmente um desafio ao intelecto de qualquer ser humano existente a face da terra porque mencionar algo bom neste filme é IMPOSSÍVEL! sem contar que este filme insulta-te como ser humano e ser que pensa porque honestamente só consigo ver gente burra a gostar deste filme.. nem crianças são capazes de pegar nesta bosta e dizer que é bom, ainda se perguntam porque raios estão a ver esta porcaria que nem sei como é que sequer alguém desperdiçou um cêntimo a fazer esta porra... Este filme é como aquele cagalhoto que cai na agua e faz splash e salta para o teu cu e da aquela sensação fria de que te faz tremer pelo corpo todo, e reparem que ainda nem falei no filme e já me sinto chateado de sequer o ter visto.

Le Review

Setting - Num supermercado qualquer ( deve ser Wallmart para ter tanto mau produto ) existe uma cidade onde os Ikes ( Icones... mascotes va ) andam vivos e a passear como se fossem pessoas... como é que isso funciona.. eu não sei. Anyway, Dogtective Dex é o protector ( ou algo assim ) da cidade... mas ele é um detective que se veste a Indiana Jones... porque sim e de repente há um gajo qualquer que anda como se fosse do Ministerio do Silly Walk que decide meter a sua marca no supermercado chamada Brand X. Por alguma razão maluca o filme faz um Time-skip de 6 meses onde o Dex já nem é detective e é dono de um bar... okay como é que isso aconteceu e porque?. É neste momento que já perdeste toda a credibilidade possivel sobre o filme ( se é que não tinhas perdido antes pela animação que irrita porque ninguém age como pessoas ). E depois é basicamente a luta entre os Ikes  de marca contra o Brand X.

Eu honestamente nem sei como falar desta coisa sem realmente entrar em desespero porque este filme é péssimo, nada funciona como uma historia, tem piadas horríveis, nenhuma personagem sabe o que raio anda a fazer e por incrível que pareça este filme tem cenas um bocado sensuais mas incomodam porque de repente a má da fita aparece com um fato de menina da escola de filmes porno e ficas "woa.. ok.. porque?... isto não é filme para putos" e depois vês ela a atirar-se para o Dex como se o quisesse comer por inteiro. Sei lá este filme insulta a tua pessoa de quão mau é... acho que o ultimo filme que vi que me fizesse sentir isso foi o Tom Green Movie.. ou qualquer coisa com o Tom Green.

Personagens - Nem sei o que é pior.. a historia ou as personagens, ninguém na porra deste filme sabe o que esta a fazer, soa completamente mal, nem falam como gente mas falam como se todos tivessem sindrome de down e aquele esquilo nunca para quieto que se mete a fazer backflips enquanto fala com as pessoas e parece ter hiperactividade sendo que nunca para quieto. Quanto ao resto das personagens é basicamente não existentes... possivelmente a melhor personagem deste filme é o Mister Clean porque não diz nada... logo não sai de character... e fica sempre sujo porque é funny ele ficar sujo.. sendo que é Mister Clean... PERCEBERAM A PIADA? POIS O FILME REPETE ISSO 3 VEZES... RI-TE!

Animação e OST
Se conseguies chamar aquilo animação... lembrem-se que foram gastos mais de 45 milhões de dollars ( estimados ) para isto...  e sim a animação é algo que dá pesadelos porque ninguém para quieto, esta sempre tudo em movimento mas é um movimento awkward... até as cenas de dança são péssimas o que devia ser algo minimamente interessante.

OST não há... é tipo Generic Song number 1 até number 12 porque honestamente nem reparei que este filme tinha musica, estava mais preocupado o quão ofendido fico a ver aquilo.

Coisas da vida e Mister Clean

Foodfight é um trauma como filme, uma completa bosta existencial que nem percebo como sequer existe, para quanto mais alguém ter pensado que isto ficou bem. Para nem falar de tudo o que lhe aconteceu ( o filme que supostamente era para ter saido em 2003 foi roubado e entre outras coisas ). Mas bem... se quiserem vejam por vocês mesmos... a versão anime disto chama-se Hametsu no Mars. Que deus salve a tua alma depois de ver este filme 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Bokurano

I was told that I am just one of the countless specks of dust on this planet
But that's something I cannot yet comprehend

I have no choice to pretend that
I am a warrior who knows no fear

~Unistall~ by Chiaki Ishkawa

Esta opening diz tão pouco e consegue descrever a série por inteiro em mas bokurano é daquelas séries que realmente têm de ser vistas porque falar nela é basicamente dar spoilers.

Le Review

Setting - Bokurano começa num local mais relaxante e até por mais weird que seja começa com um beach episode, em que é tudo feliz e contente mas mais tarde encontram uma caverna onde tem uma sala com computadores e depois aparece um homem chamado Kokopelli e ele pede para as crianças fazerem contratos ( não com o Kyuubei ) mas sim para poderem pilotar um Mecha no qual ele chama de  "Jogo" que é mais do que isso e depois de fazerem a primeira luta deles... reparam que nada passou a ser como antes.

Bokurano é daquelas series em que falar dela é tudo spoiler, porque basicamente tudo é importante para se saber e para manter o suspence da série, mas basicamente este anime falar sobre problemas sociais, sacrifício, escolhas e entre outras questões, a parte mais importante nem é as lutas entre os mechas ( que vou ser sincero.. é dos raro mecha animes que existem em que existem consequências em andar a brincar com maquinas perigosas no meio de cidades.... só 2000 e tal pessoas morreram na primeira luta dos miúdos ) mas sim tudo o que envolve nas mesmas, como as pessoas reagem, como os mais gananciosos tentam-se aproveitar disso e muito mais. É daqueles animes em que se vê a natureza humana em acção e que nos faz pensar ( algo que já fez pensar toda a gente mas ok )

Personagens - Aqui esta algo que me vai ser complicado porque falar minimamente de cada personagem é completo spoiler considerando que cada vez que o piloto é alterado ficamos com a arc dessa personagem.

O que posso dizer é que, as personagens em bokurano são todas interessantes mas depende da perspectiva da pessoa, cada uma delas sofre de algum problema social ou pode vir a sofrer de um por causa dos acontecimentos recentes e o melhor é que a série consegue dar a conhecer as personagens o suficiente para a pessoa as conhecerem sem andar com muitos rodeios. Vale a pena para quem anda em escrita criativa e ainda a procura de uma forma de poder introduzir e estabelecer personagens de boa forma ou de uma forma alternativa.

Animation and OST

A Animação é feita pelo estudio Gonzo em que o CGI é algo que prevalece na luta dos Robôs... se bem que é um CGI decente... mexem-se devagar porque eles são enormes logo é normal que demorem mais tempo. Quanto ao resto, esta boa tem alguns momentos aqui e ali que ya.

A Ost na sua maioria é musica dramática para ambientar perfeitamente ao que se passa na série, não há grandes tracks assim que se destaquem mas o que fica mais na cabeça é a Opening Uninstall que não é só uma musica bonita mas a sua letra fala imenso sobre a série.

Anime vs Manga
O diretor do anime Hiroyuki Morita não gostou muito do final da manga e até falou com o autor da manga, Mohiroh Kitoh para ver se poderia alterar o final para algo que fosse diferente. Depois de falarem o Diretor disse para os fãs da manga não verem o anime por ser diferente do que estão habituados. Ele esta correcto, ler a manga e ver o anime são coisas distintas mesmo por causa de vários elementos que foram alterados, logo recomendo verem os dois. Não vou falar da manga porque não a li e tenho um projecto já com manga para uma próxima vez.

Cenas da Vida e Zearth

Bokurano é uma série diferente, daquelas com Though provoking ideias mas muitas delas exploradas em outras séries e para quem já viu muitos animes parece que estão sempre a bater na mesma tecla, mesmo assim a série não deixa de ser boa individualmente e esta bom para algo de 2007 ( mesmo ano de TTGL ). 

domingo, 25 de janeiro de 2015

King of Bandits Jing


Hoje venho com uma série tão obscura que já falei dela a pelo menos 10 pessoas e nunca ninguém ouviu falar de tal coisa e mesmo com pessoas que gostam de cenas mais obscuras, agora porque é que ninguém ouviu falar? Bem talvez seja pelo facto que a animação foi tratada pela DEEN ( e há partes em que possivelmente faz deste o melhor trabalho deles ) e a manga em si também não tem das melhores arts mas a série em si é bonita. Se for a expor esta série de outra forma seria um Full Action Packed Kino's Journey, porque basicamente todos os eps têm uma mensagem escondida que cabe a pessoa descobrir mas ao mesmo tempo esta cheio de acção.


Le Review

Setting - O setting realmente não existe, na manga é exposto que o Jing anda pelo mundo a procura da mãe mas é exposto como alguma razão para o Jing viajar. Basicamente o real setting é num mundo onde existe cidades e locais extremamente estranhos parecendo que cada local vem de uma dimensão diferente sem realmente expor um mapa ( tal como Kino's Jouney ), mas o objectivo dele é roubar algo que esteja lá, mas é sempre algo super especifico e com isso mete-se na cidade e por vezes muda as coisas que aconteceram para melhor... depende da forma como interpretam o mesmo mas lá esta o Jing não é bem Hero ou Villian... é um elemento para a audiência conhecer a historia daquela cidade ou daquele momento, tem coisas giras para pensar mas não é deep, é fácil de compreender para não alienar a audiência sobre o que se passa. Ah e pelos vistos foram buscar elementos do James Bond porque em cada episodio existe uma rapariga em que a série ( ou a OST tem uma tack especifica ) as identica como Jing's Girls em que rolam a historia de alguma forma.

Personagens - Só vou mencionar por alto as personagens considerando que as que aparecem sempre são pouco desenvolvidas por razões óbvias... sendo que a historia não é bem sobre eles mas sim sobre o que se passa a volta.

Jing - Rapaz novo de idade desconhecida, viaja pelo mundo todo a procura da mãe com o seu companheiro Kir. Apesar de ser novo ele aparenta ter muito conhecimento mas eis a coisa, o Jing é um Mary-Sue em que ele consegue tudo da melhor forma, engana toda a gente de de formas estranhas, e faz de tudo e mais alguma coisa mas... lá está o propósito dele é só para a audiência ter alguém que lhes leve a estes fantásticos locais. Na manga é explorado mais sobre o passado dele e como conheceu o Kir e o Postino.

Kir - É um pássaro que é mulherengo e amigo do Jing, mas serve como comic releif e por alguma razão ele tem o poder de se colocar no braço do Jing em que podem usar o Kir Royal ( que é o nome de um Cocktail ) que é um laser, o porque de ele poder usar isto não tem explicação ( talvez na manga ) mas lá esta, as personagens principais aqui só servem como veiculo para a historia e não para grande development. Apesar que existe um episódio em que o Kir se zanga com o Jing mas o ep em si tem a mensagem em que as pessoas deviam ser mais honestas com elas mesmas e dizer o que realmente sentem é um change of pace mas ya.

Postino - Postino é um misterioso mailman que anda pelo correio a entregar cartas por todo o lado, mas o gajo é badass para andar sozinho pelo mundo todo a entregar cartas sozinho e as vezes existem locais que nem sei como ele passou com a mota mas hey. Mas bem, o objectivo do Postino na serie é mesmo para dar uma tip para a audiência e ao Jing sobre o que ele que fazer ou algo para resolver o puzzle, mas realmente ele não faz nada de especial. até pode ser uma referencia a Kino sendo que anda de mota por todo o lado e a mota é parecida ao Hermes.

Animação e OST 

Quando digo que possivelmente este é um dos melhores trabalhos da DEEN não é por acaso, considerando que tudo o que eles fizeram saiu uma pilha de gelatina liquida que ainda nem foi ao frigorífico que as vezes fico surpreendido como é que sequer têm trabalho, obviamente que têm as marcas do estudio com animações repetidas e algumas caras ou partes muito estranhas mas safa-se. Anyway para verem o potencial da serie, existe um episódio que se passou na cidade Pompeii que é basicamente a cidade da Arte e tem lá um quadro extremamente bonito que supostamente usaria todas as cores que existe no mundo mas faltava o vermelho para o quadro estar completo

Quanto a OST é possivelmente das melhores coisas da serie.... toda ela tratada por Scudelia Electro uma banda japonesa que faz de musica eletronica ( e não só ) mas as musicas dele têm lyrics muito deep como "I Laugh to Burning Fire".... sim claro... okay. Anyway existem boas musicas para se ouvir como a Opening, Kir Royal e Together we Fly.

Cenas da Vida e Vintage Smile

King of Bandits Jing é possivelmente uma das mais underrated series que existe considerando que quase ninguém ouviu falar disto e honestamente é daquelas séries que pode ficar aborrecidas se não forem com uma certa mentalidade para isso. Mas vale a pena pelo menos ver até o ep 4 ( que são 3 historias diferentes ) e se não gostarem claro sempre podem passar a frente. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

RahXephon





Rahxephon é algo estranho, porque basicamente é uma homenagem ( aka Rip-off ) a Evangelion mas ao mesmo tempo consegue ter credito por si mesmo. É uma daquelas séries que vês, tens a ligeira impressão que "Eu já vi isto" mas ao mesmo tempo conseguem ter algo com substancia disto.

Não me levem a mal mas eu honestamente gostei mais de RahXephon e conseguiu dar algum sentido ao todo mindfuck que a serie apresentou mais do que propriamente Evangeion o fez... e o desgin do mecha é mais bonito e até os inimigos são mais giros e a propria temática até a prefiro se bem que é uma tematica que os japoneses ADORAM explorar em animes mais intencionados para pensar que é a procura de si mesmo, saber quem se é para saber o que se pode fazer para mudar tudo.


Le Review

Setting - A historia de RahXephon começa em Tokyo... onde o nosso protagonista, Kamina Ayato, esta a viver como se tudo estivesse a correr bem. Quando de repente a cidade fica um campo de batalha em que há "invaders" e as pessoas os têm de derrotar. Nisto o Ayato conhece uma mulher chamada Shitow Haruka que lhe diz "Olha vou-te mostrar a verdade toda porque Illuminati e tal"... Depois descobrimos que ele consegue pilotar um Mecha chamado RahXephon. E depois de uma série de cenas ele consegue sair de Tokyo e para para o mundo real. Bem não é bem "mundo real" mas sim a cidade de Tokyo esta presa por uma esfera dimensional ( que também mexe com tempo... porque sim ) que se parece com Jupiter... logo fica chamado como Tokyo Jupiter. Depois a historia é muito de bater na tecla de descobrir o que o Ayato quer fazer, parece que se baseia e roda muito nisto o que nem é mau considerando o tom do anime.


Personagens:  
Tal como NGE, RahXephon faz com que tudo o que aconteça e as personagens girem um pouco a volta do Ayato.. qualquer personagem fica com alguma conexão a ele seja ela boa ou má, se este tipo de storytelling é mau ou bom depende de como é feito, felizmente o anime conseguiu captar o interesse o suficiente para meter todas as relações interessantes e dá uma mensagem muito interessante sobre o reparar quem é que realmente te esta a dar atenção e quem não esta e como podes vir a magoar aqueles que se preocupam contigo. Não vou entrar em especifico em personagens neste caso porque seria injusto para todas porque esta é uma daquelas séries em que todas as personagens têm um papel dentro da drama que se aparece perante e podem desaparecer e aparecer como se nada fosse, existe muitas coisas contadas entrelinas e cabe a Kamiya Ayato perceber isso mesmo e se estão a perguntar o Ayato é um pouco depressivo mas não o considero como copia do Shinji mas sim uma formula diferente de dar vida a mesma personagem porque ambas têm este tipo de storyline.

Animação e Soundtrack

Estúdio Bones animou isto de forma linda, tem algumas falhas aqui e ali que se reparam bem mas nada de gravidade. Mas aqui há algo a reparar, nem sei o que levaram a fazer as coisas diferentes da manga considerando que a art e o ambiente em si foi completamente alterado, eu falo isto mais tarde porque RahXephon merece uma secção disso.

Em termos de soundtrack, ela é gira, tem muita musica dramática ou as vezes nem a usa mesmo porque nem precisa e a Opening "Hemisphere"é boa a fazer algo... a colocar o setting da série, principalmente com a letra em que retrata bem a série e o objectivo da mesma.


Anime vs manga

Os meus dois centimos nisto, eu li a manga que são tipo onze chapters e posso dizer isto, ambos os médias funcionam bem mas são dois mundos difrentes com as mesmas personagens, enquanto que a manga opta por um mais light feel e com um bom bocado de fanservice e tudo a mistura que a série já tinha o anime decide ir pelo caminho de NGE que é mais thought-provoking e mais virado para a introspecção. Ambos valem a pena ver mesmo que seja para escolher o favorito.

Cenas da vida e Giant Mechas

RahXephon é considerado underrtaed por causa da sua conexão com Evangelion que por vezes pode afastar as pessoas mas mesmo assim a série tem crédito por si, são series distintas em termos de temas, mecha desgins e até os inimigos serem diferentes. Se poderem dêem uma chance porque vale a pena.