quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

All you need is Kill


Bem, sendo que arranjei uma forma de ler mangas sem realmente me cansar decidi que possivelmente vou-me ficar a fazer review de mangas pequenas e para começar fui para uma Micro-manga ( 17 chapters ) que foi adaptado numa Light Novel com o mesmo nome em que a Arte esta nas mãos da mesma pessoa que tratou da arte para Death Note e vou ter de ser honesto... esta manga para a duração que tem é muito boa.


Le Review

Setting 
A historia é contada da perspectiva de  Kiriya Kenji em que ele é um novo Recruta para o United Defense Force para lutar contra uma raça de aliens chamados Mimics que querem destruir a raça humana por alguma razão... mas aqui esta uma coisa... esta guerra toda só serve de desculpa e de side story para o que realmente acontece. O que realmente acontece é que Kiriya Kenji morre na totalidade, isto é, cada vez que morre o mundo dele é reiniciado num certo ponto que neste caso é quando acorda na cama dele umas horas antes de irem para o campo de batalha. O que faz de diferente é que ele se lembra de tudo o que aconteceu durante a vida anterior dele e assim continua até encontrar uma forma de poder sair deste loop infinito. Nisto também conhecemos outra personagem com esse poder chamada Rita Vrataski que também tem o seu Loop. Eles os dois reconhecem isso e tentam trabalhar juntos para poder salvar a humanidade dos Mimics.

Sendo a série curta focam-se realmente nas coisas mais importantes e tudo como é contado é sempre o mais directo e resumido possivel e nunca se sente como apressado mas sim como concreto e ter a certeza que algo acontece e que todos os chapters tiveram o seu impacto.

Personagens

É aqui que a manga peca mas realmente não tem muito por onde se pegar realmente. Em termos de personagens só o Kenji e a Rita é que realmente interessam sendo que são eles as personagens principais da série e honestamente explicar as personagens seria basicamente a quebrar algo que normalmente tento fazer em todas as reviews.. que seria spoilers. Mesmo assim posso dizer coisas basicas. O Kenji é basicamente um rapaz normal e amigável.. até descobrir o "poder" dele em que se torna cada vez mais frio mas mesmo assim mantém a humanidade dele. A Rita é basicamente o mesmo se bem que temos uma backstory para ela, em que os pais dela morrem para o Mimics e ela quer mata-los a todos porque... sim... até tem um momento como o Eren de Attack on Titan com uma melhor art do que AoT pode ter feito.

Cenas da vida e Infinite Loops

All you need is Kill, é uma boa manga para ler em 2 horas ou num tempo livre sendo que 17 chapters lê-se relativamente bem. E para uma curiosidade.. existe um filme baseado na Light Novel / manga chamada the Edge of Tomorrow que basicamente é esta historia com o Tom Cruise e Emily Blunt. Eu ainda tenho de ver o filme e talvez faça uma review para aqui 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Panzer Dragoon Saga


Panzer Dragoon Saga ou Azel, Panzer Dragoon RPG ( Japanese Name )  é o meu jogo favorito de todos os tempos e se olharem para o jogo não vão repara o que tem de especial. Bem para um Backstory antes de eu fazer review do jogo, a minha historia com Panzer Dragoon Saga é por causa de um verão em que andei doido para arranjar uma Game Gear... na altura em que desistimos da ideia este jogo apareceu e eu pensei "Ah já que joguei o primeiro e o Zwei o que poderia correr mal" que honestamente foi das melhores compras que fiz sendo que este jogo transborda de uma lindissima arte, um gameplay que nunca tinha visto em RPGs e honestamente não há nada mais awesome do que montar um dragão e andar a matar cenas. E assim apresento o meu jogo favorito...

Le Review

Setting - Sem data especifica, numa Excavation site para o The Empire ( que em RPG tropes é tipicamente evil ) temos a nossa personagem principal Edge que esta como um Segurança. De repente dentro da excavation site aparece uns bichos dos tempos antigos que matam algumas das pessoas de lá e um desses bichos parte uma parede que mostra uma rapariga muito estranha. No seguimento disso aparece uma nave de outra facção que é liderada pelo Crayman chamado Black Army ou Crayman's Army que pegam na rapariga e bazam. No meio de tanta cena o Braço Direito do Crayman ( sempre pensei que ele fosse isso ) mata o Edge... ah sim ele morre no inicio.. não por muito tempo.. sendo que é visitado pelo Divine Visitor e revive outra vez por uma causa. Depois iniciamos a jogar por um bocado até conhecermos o dragão que ele protege o Edge e o escolhe para ser ele a pessoa que o pode montar.... é algo que acontece em todos os Panzer Dragoons em que o Dragão é que escolhe quem o pode montar.

A cena da historia em Panzer Dragoon Games no geral é que é daquelas historias em que nada é explicado nem estabelecido na totalidade, basicamente há muita coisa dita e feita mas ninguém diz tudo na totalidade logo deixando com que as pessoas façam teorias e tentem puxar pela cabeça por algumas coisas na historia, mesmo assim motivações das personagens são fáceis de entender sendo que as motivações não são nada de especial e tudo o que gira a volta da historia gira a volta da vontade do dragão, porque todos os jogos parecem uma jornada que tem um propósito e no Saga não muda, basicamente existe a jornada com um propósito mas diferente dos anteriores, há uma historia com mais conteúdo para acompanhar. 


Gameplay



Provavelmente dos raros JRPGs na sua epoca a introduzir real time fighting... até lá era muito estratégico, turn based ou alguns Action RPGs. Mas o combate em panzer Dragoon era basicamente ATB bars e juntamente com real time action.

Tentar explicar isto em texto vai ser lixado mas, basicamente há 4 lados e nesses 4 lados podes voar sobre isso... em tanto em Boss fights como em normals andar a passear de lado a lado ajuda para procurar a fraqueza, e tem indicadores de onde o ataque do adversário pode ser ou não mais perigoso fazendo com que tenhas a estratégia de não te meteres lá  ( Basicamente os indicadores vai de vermelho a Verde em que vermelho é mais perigoso, transparente é neutro e Verde é safe ). Quanto ao resto do gameplay é basicamente moviment em que tens o mundo por onde explorar... bem não tanto. Eu muito reclamei sobre Final Fantasy XIII mas muitas partes do Panzer Dragoon Saga as vezes sente-se como um Hallway mas felizmente os hallways de PDS têm sempre algo para explorar... e muitas mazes para explorar. Depois há o gameplay para andar normalmente sem o dragon que honestamente é tão raro de ser usado que nem te preocupas com isso. 

Em termos de combate há algo que é introduzido quase no final do primeiro CD em que o teu dragon pode mudar de forma, tem 4 formas e as mesmas podem ser misturadas mas basicamente segue este esquema:
           Defense
Attack             Magic


            Agility

Em que basicamente podes variar entre as formas mas basicamente podes meter 2 em max e o resto vai com a 0. Tem a sua estratégia mas depende de como querem jogar, se bem que podem escolher entre Attack + Agility em que os lasers dão muito dano e o Agility faz-te rapido em que podes trocar dos lados rapidamente e ganhas um bocado de haste effect. De resto nunca lhe consegui pegar a sério sendo que spells não valem muito a pena ( explicado mais tarde ) e a parte da defesa é completamente inutil quando se tem Vengance orbs ou Shield spell/shards. 

Outro elemento ( que FFXIII também levou ) foi dar rating s depois das battles em que cada uma dá mais XP e Dynes ( aka gold ) mas há algo diferente aqui que não se aplica em outros jogos. Sendo que Panzer Dragoon Saga é um RPG originado de um Arcade game, no final do jogo têm um scoreboard que por um lado ajuda na replayability do jogo para tentarem fazer melhor e até descobrirem os mobs secretos... se bem me lembro havia algo diferente se tivessem o jogo a 100% mas não me lembro e só fiz isso uma vez.. porque é preciso andar a procurar todos os secret mobs e ganhar todas as batalhas em Excellent o que é complicado e precisa de um bocado de estratégia. 

Agora vou ter que ser o mau da fita neste momento... se perceberem de RPG este jogo torna-se ridiculamente fácil... fácil de tal ponto que passam muito bem o jogo sem se preocuparem muito mas uma cena.... se estiverem distraídos este jogo castiga e bem mas basicamente conseguem passar este jogo bem e só entre 1 ou 2 bosses é que são desafiantes de resto é basicamente "Find the weak spot and rape it with your gun or lasers". Falando em Gun e lasers.. um dos problemas deste jogo é que as spells deste jogo são desnecessárias... e principalmente um dos melhores ataques do jogo que é o Berserker Rage que se aprende do Atolm Dragon que é um dos spells mais fixes do jogo... basicamente é treta porque o maximo que vais dar é 25 damage e aquilo faz 100 hits logo 2500 damage no final que é absolutamente nada, logo a tua pistola e lasers normais do dragão é basicamente a arma mais forte que têm... o que é normal sendo que são os key gameplay points dos rail shooters.

World Design and Sound track 



Se há algo que é realmente um standout em termos deste jogo é mesmo o seu game design, tudo a volta, cenários, casas templos e naves é tudo feito de uma forma completamente diferente do que estariam habituados mas tem muito brancos e pretos e sem contar que tem mais design redondos a dar a entender que tudo era de uma civilização antiga do que propriamente uma moderna, e o jogo todo sente-se mesmo como se estivessem numas ruinas de algo antigo e se fosse um feito num engine moderno iria ser completamente lindo de se ver e algo bem diferente que só apreciaria num indie game e infelizmente este tipo de designs não é bem adorado pelas masses por ser algo muito artsy. 

A soundtrack é outra coisa que foi feito de forma diferente, em vez de ter musica orquestrada, Panzer Dragoon Saga decide ir por um caminho mais... diferente.. nem eu sei explicar bem que tipo de musica que é... alguém que saiba de musica pode explicar bem o que é. Mas é diferente, em vez de ser agressiva consegue dar esse sentimento de agressividade e urgência mas sem puxar muito por sons altos como guitarras eléctricas e por ai. Basicamente é bonito de outra forma e saber apreciar musica que outra vez... hoje em dia sairia de um Indie game. Coisa bonita que se aplica bem desde jogo é que é um dos JRPGs com mais musicas para batalhas e boss battles mesmo porque a sua origem foi um Rail Shooter em que também tem muita varias musicas para bosses e ainda reciclaram uma das melhores boss fights que foi o Guardian do Panzer Dragoon 2 tanto como a musica que é lindissima como a boss fight que ficou bem adaptada. 

Visto desta maneira possivelmente o PDS era um Indie game antes do termo sequer existir...


Cenas da Vida e Dragõesinhos 

Falar deste jogo e volta-lo a jogar para esta review realmente me meteu memorias que só as vivi durante a minha primeira playthrough e ter sentido o orgulho de ter jogado este jogo faz-me sentir bem, se não falei muito de historia e personagens durante a review é mesmo para não dar muito sobre o jogo e quero que todos o experimentem e que o conheçam... dá jeito que joguem os anteriores para perceberem de onde Panzer Dragoon veio para se tornar no que é agora. Bem por agora esta vai ser das poucas game reviews que vou fazendo de vez em quando... talvez toque em outro jogo que me marcou a minha juventude. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Blade Runner


Se tiverem aquele amigo que viu mais filmes do que tu viste animes e se mencionares Cyberpunk possivelmente este é um dos primeiros filmes que ele se vai lembrar. Blade Runner é um daqueles filmes que qualquer fã de cyberpunk conhece e muito bem. Sem contar que Blade Runner pode dizer-se que introduziu bem o ambiente de um verdadeiro Cyberpunk.

Le review
Em 2019 em Los Angeles, conta a historia de Rick Deckard, um policia já fora de duty mas que também é um Blade Runner ( que é basicamente um caçador de Replicants, que são seres humanos artificiais ) e a missão dele é caçar uns 4 replicants que vieram para a terra ilegalmente.

A historia em si tem boas cenas mas o foco da historia parece ser mais sobre a aceitação dos replicants em que temos o nosso heroi a procura de cada replicant e a mata-los.. claro que aos matar há sempre mais do que só isso. Também existem aquelas questões de man vs machine, cenas do género que define Cyberpunk. Anyway acho que o filme fala muito por si, fazer uma review com algum texto sobre este filme é complicado quando o mesmo é muito expressivo apesar de quase ter menos cores do que um PC antigo.. mas lá está.. uma das definições de Cyberpunk é que não existe dia porque é tudo noite e escuro e tal.

Eu gosto particularmente da soundtrack deste filme, tem algumas tracks fixes mas é daquelas soundtracks que se limita bem no filme sendo que ajuda a alocar o ambiente de cyberpunk muito bem.


Cenas da vida e Dark and Grim

Sendo completamente honesto, apesar de poder dizer montes de coisas boas sobre este filme... eu simplesmente não gostei dele.. e nem é pela sua escrita e nem nada mas é pela falta de acção... eu infelizmente sou daquelas pessoas que adora acção continua e quando me falaram deste filme e pelo titulo pensei que ia ter algo mas infelizmente não o tive. Mesmo assim o filme é deveras bom e uma boa introdução a qualquer pessoa que queria saber o que é.. Cyberpunk.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sunshine ( 2007 )


Realmente no mesmo ano que TTGL saiu havia um filme bonito e esquecido no meio de tantos por ai, Sunshine é um Space Thriller diferente sendo que parece que se vai tornar num tipo de cliché mas depois vira outro completamente diferente. Existe umas questões interessantes que o filme trata mas para os fãs de thrillers isto é de facto bom e bom uma boa Soundtrack para acompanhar... e captain America também nos acompanha.. infelizmente não é o Reb Brown mas o outro Christ Evans.

Le Review

Em 2057 o Sol estava a dar das ultimas e as pessoas andavam todas preocupadas... inicialmente enviou-se uma nave espacial com o propósito de criar uma estrela dentro de uma estrela ( Starception ) em que a Nave foi chamada Icarus I ( hit the symbolism Alert ) mas como a I falhou foi enviado uma 2º missão que é a que acompanhamos. Icarus II então segue viagem para o Sol para poder criar um mini-bigbang dentro do Sol e criar uma nova estrela dentro de uma estrela.

O desenrolar é completamente normal, começa tudo bem, é nos introduzida a crew e cada um com os seus problemas a dar a entender que não existe main character mas ele esta lá. Sim temos main character e chama-se Robert Capa, sendo ele o único a saber como controlar o Stellar bomb e tal, cenas da vida. Com isto tudo o que basicamente acontece no filme é uma série de azares e erros de calculos que chega a danificar a equipa mas não é o suficiente para os mandar abaixo, mas ai é-nos introduzido a outro ponto dentro da historia. A parte de Thriller é mais a frente introduzida por causa de um membro que aparece na nave deles que não foi convidado.

Quanto ao membro não convidado, existe ali um conflito entre Ciência e Religião que possivelmente não foi acabado ou simplesmente foi feito para as pessoas debaterem.. o problema é que não existe muito para debater sobre este tema e muitas vezes isto saiu tão do nada que as vezes preferia que o Computer Icarus ganha-se vida e lixa-se a operação toda.. sim seria como Space Odyseea mas não saia tão do nada como isto saiu.

Quanto a soundtrack é lindíssima, mas isso parece regra em filmes como estes sendo que tem que se meter algo para ouvir enquanto se esta perdido no espaço. Quanto a efeitos especiais foram giros mas nem sempre é o grande foco.

Cenas da Vida e Solzinho para o Bronze

Sunshine é mais um dos Space Thrillers que há por ai, mas este tem algo de diferente mesmo porque não acaba em tragédia e trata de um assunto que realmente não pensamos muito que é o nosso querido e amado sol. Porque não conseguimos viver sem ele. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

50 Shades of Grey



Vocês devem estar a imaginar o que raio este filme esta a fazer neste site e tal... e eis que eu respondo...bem normalmente tratamos de maus animes, porque não maus filmes.... mas Fifty Shades of Grey é assim tão mau como as pessoas pensam?... há coisas que este filme faz de mal mas nem é culpa total do filme mas sim porque o trabalho original é um vomito criativo e há que dar credito aos atores por estarem a interpretar bem os papeis que lhes foram dados... sim estou a defender que isto foi bom acting o problema é que nem é o acting mas é o script.

Le Review 

A historia desta série de filmes é de um romance particular entre Anastasia Steele e Christian Grey em que é diferente dos outros tipos de romance sendo que o Christian Grey é... um rapaz particular sendo que ele só consegue ter uma relação se for uma relação por mestre e submissa. Agora a cena é esta, descrever a historia mais do que já o fiz é completamente impossível sendo que passam demasiado tempo a ver quando é que a Anastasia se decide se ela quer assinar o contrato de submissa... eu não via contratos tão ridículos desde o Roomate e Dating Agreement do Sheldon de Big Bang Theory...alias parece uma piada saída dessa série...

Anyway quanto ao seguimento da historia realmente nota-se que a escrita é horrível porque de 20 em 20 minutos temos uma cena de sexo extremamente rápida e não passam de sexo, cena de vida normal e depois voltam ao sexo. E só depois de uma hora e tal de sofrimento perante esta historia é que temos a pequena amostra de sexo com pseudo Bondage ( isto é umas chicoteadas e ela presa só nos braços ). De resto é como se fosse o vosso romance normal mas claro... da forma como esta escrito parece mais uma tortura do que propriamente um filme romântico... podem dizer que é um filme para raparigas sim e de facto o é, o problema é que é feito para raparigas que devem ser labregas os fãs de Diabolik Lovers/outros Otome games em que os gajos são completamente possessivos e egoístas ao ponto que elas têm de fazer o que eles querem.

Em termos de personagens é basicamente isto... Se a Insegurança fosse uma pessoa se deveria chamar Anastasia Steele, a rapariga é completamente labrega, insegura, parvinha de todo, sensível sendo que geme por qualquer coisa que o Christian faça a pontos que chega a ser irritante.

Quanto ao Christian é confiante, possessivo, control freak, ciumento e gosta de estar sempre em controlo e egoísta... que honestamente são boas qualidades que um homem devia de ter... Mas bem, basicamente ele faz tudo por ela mas chega a pontos que ele chega a ir onde ela trabalha e onde vai de férias... claramente material para marido perfeito.

A soundtrack do filme é razoável mas também é daquelas coisas que honestamente nem liguei sendo que estava mais preocupado com o Dialogo.

Cenas da vida e 50 Sombras de castanho 

Honestamente falar mal deste filme é estupidamente simples, porque vem de um livro que até typos tem e a escrita do mesmo é igual a um livro logo nem dá para criticar o acting que os actores investiram no filme sendo que se o mesmo é mau qual é o objectivo de estar a fazer o mesmo... vou ser honesto mas acho que tanto o actor que fez de Christian e a actriz que fez de Anastasia fizeram bem os seus papeis... ambos com a emoção que supostamente esta no material original. Pá realmente é dos piores filmes a ter saído num dia de São Valentim, mas hey... escrever romances modernos hoje em dia e também nada se esperava deste filme se não que fosse mau.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Paprika



Se há filme mais conhecido fora do Studio Ghibli Circlejerk é Paprika, também conhecido agora como "Inception: The Animation", é um dos filmes que brinca com a percepção da audiência entender o que é real e o que é sonho. Eu tenho um gosto por este tipo de filmes. É uma coisa estranha.

Le Review

Paprika é situado no futuro onde há um grupo de cientistas que criaram uma maquina chamada DC Mini, que permite entrar nos sonhos de outras pessoas e cujo objectivo era ajudar pessoas com problemas de sono e de psicose.. e essas coisas. Mas bem dentro deste mundo também existe uma mulher que viaja nos sonhos de todas as pessoas chamada Paprika em que ela faz o que quer basicamente mas sempre tenta ajudar as pessoas a melhorarem e compreenderem os sonhos de cada um.

A historia em si gira a volta de que alguém roubou os DC Minis e sendo que eles estavam incompletos são capazes de entrar nos sonhos de qualquer pessoa ou até fazer a pessoa alucinar que é sonho mas estava na realidade. E é aqui que começa a parte mais gira em que se chega a pontos que o que é realidade é mentira e o que é mentira é real. Muito de trocas aqui e ali em que perdes a noção do que é real e do que é sonho e o sonho de muita gente é tentar compreender o que raio é aquela coisa com os bonecos todos... acho que ninguém quer perceber.

Em termos de personagens neste filme realmente não é assim tão focado nelas sendo que passa pelas personagens, fala delas o suficiente ( é um filme logo ya ) mas nunca vai muito profundo. Toca possivelmente mais na Paprika porque ela é tipo uma "heroína" dos sonhos. Mas realmente é uma questão de seguirem a historia e se tiverem de ver vejam outra vez.

A animação foi feita pela Madhouse que honestamente esta bonito de se ver sendo que as animações andam perfeitas e existe movimento, liberdade mas como filme de animação é normal e diferente do Studio Ghibli ( desculpem-me ) nem toda a gente parece igual.

Cenas da Vida e Sweet Dreams Little Prince 

Paprika é um daqueles filmes feitos para sonhar, vai-te fazer ficar confuso se não estiveres atento e possivelmente pode estragar a experiencia, logo recomendo que fiquem atentos durante o filme todo para não perderem nada sobre ele e é tudo um sonho dentro de um sonho passado num sonho que tem realidade a mistura e um bocado de Matrix metido.  

Milenium Actress


Milenium Actress é um Dramatic Love Story que começa de uma forma inocente e de repente vira algo que realmente nos faz pensar  que ao dedicarmos a algo durante muito tempo pode consumir-mos para o resto da vida.

Le Review

A historia basicamente é de dois jornalistas ( um deles chamado Genya Tachibana ) decidem entrevistar uma estrela do cinema Fujiwara Chioko em que ela mesma conta a historia do pequeno "romance" entre ela e um artista que supostamente era um rebelde contra a força japonesa na altura em que ele lhe da uma chave e diz "isto é uma chave para algo preciso" e ela fica com a chave basicamente para sempre. Depois a Chioko andou pelo mundo do cinema a interpretar varios papeis mas isso só servia de desculpa para procurar aquele homem em que ela nada sabia dele nem que tipo de desenhos ele fazia.

Em termos de como é contada a historia é feita de uma forma original.. em vez de ser flashbacks sem nada, é basicamente contada de forma que nós vemos o que aconteceu mas os dois jornalistas aparecem já no meio como se estivessem a viver a vida dela em primeira mão. É uma forma interessante de contar biografias sendo que se vive dentro daquilo mas ter sempre alguém que esteja de fora a ver. Em termos de enredo é bonito de se ver e tem aquele toque de inocência e um toque de amargura.

Animado pelo estúdio Madhouse, Milenium Actress é simplesmente bonito e tal como outros filmes do mesmo estúdio conseguem ter aquela bonita percepção de movimento e é tudo fluido e bonito.. o normal de um filme da Madhouse porque até movimentos rápidos raramente têm frame skips.

A ost claro que é um conjunto de musicas tematicas para cada filme que a Chioko representa e cada uma faz um bom blending dentro do filme para dar o ar do que quer representar ( eu falo imenso em blending não é... desculpem... eu e Sound tracks é uma coisa manhosa )

Cenas da Vida e Chaves da memoria

Milenium Actress juntamente com Perfect Blue e Paprika são exelentes e lindos filmes dirigidos pela mesma pessoa Satoshi Kon em que ele realmente consegue mesmo captar a audiência de forma interessante e fazer as pessoas viajar por mundos bonitos e cheios de cores.