quarta-feira, 14 de maio de 2014

Kill la Joy goes Philosofical: Ergo Proxy


Pela primeira vez que vejo um anime que espero que seja bom e decente... acaba por ser das coisas mais exageradamente complexas sem nexo ou razão nenhuma. Sim eu fiquei muito desapontado com Ergo Proxy mas isso significa que a série seja má? não significa que a série podia ter sido melhor se gasta-se menos tempo com eps sem nexo para dar criticas sociais e quebrar o pace da historia porque lhe apetece. A historia esta em todo o lado, existem pontos da mesma que não vão a lado nenhum, tanta critica social mas nem se consegue manter consistente em alguma, há varios eps que retiram a audiência da historia para vaguear pela mente das pessoas e fazer historias que honestamente serve para encher o chouriço. Mas a historia principal é boa? pá... nem é nada do outro mundo, mas rende ver? rende por duas razões, uma boa critica a sociedade moderna e ao mesmo tempo serve de exemplo de como não se faz uma narrativa. Eu queria ser bomzinho com este anime mas quase que não posso porque tem pouco que lhe salve mas anyway vamos lá a cena.

The Setting


O Setting é num futuro muito longínquo onde o mundo já esta praticamente destruido e só existe uma cidade que é a Romdeau ( que em Japonês parece London  ) e as pessoas vivem fechadas nesta cidade e o objectivo de cada uma é ser um bom cidadão ( you know... get a Job, get family, go to work, watch TV, and then say "I'm FREE!" ) e as pessoas têm uns cyborgues chamados AutoReivs que servem como ajudantes do dia a dia, se bem que para mim as pessoas dependem demasiado neles ( isto nota-se mais na personagem principal ). Estes AutoReivs têm consciência própria mas pode ser apagado sendo que é uma aplicação da maquina. Mas a historia em si começa com uma serie de assassinatos a AutoReivs e eis que aparece a nossa personagem principal Re-L ( pronunciado em Japonês Ri Lu e em inglês Ree EL ou REAL ) acompanhada do seu companheiro Iggy ( não é esse iggy que estão a pensar )  para investigar a cena. Nisto ela encontra duas criaturas estranhas e poderosas que muito mais tarde sabemos que são chamadas Proxies. O que são proxies, porque o mundo esta-se a destruir e o que realmente se passa dentro da cidade de Romdeau e arredores é o que se vai desenvolvendo na historia.

Personagens





Re-L Mayer - A nossa querida personagem principal e é a personagem que mais odeio na série... porque? bem primeiro, ela não se cala, faz as coisas a toa, não consegue fazer absolutamente nada sem o Iggy, deixa ter de ter relevância lá para o meio da série sendo que passa de uma personagem com alguma presença e parece principal para uma personagem secundaria em pouco tempo mas foi preciso uma data de eps para ela conseguir mudar a forma de ser. Mas ela tem um bocado de representativo de pessoa que quer procurar a verdade sobre o que se passa e é das primeiras a notar como a sociedade dentro de Romdeau esta a apodrecer e sempre na mesma.

Vincet Law - Só vou arranhar a superfície a falar desta personagem sendo que ele é importante mas dar demasiadas infos sobre ele é tipo spoilar a série toda e até quero que vejam por vocês mesmos isto. Anyway o Vincent inicialmente tenta ser um civil bem comportado em Romdeau mas pelos não consegue sempre que esta metido em sarilhos e por alguma razão ( spoiler ) faz com que outros proxies andem atrás dele. A importância dele passa de personagem secundaria a personagem principal lá para o meio da série o que é bom neste caso sendo que o Vincent é mais Main character do que a Re-L.

Pino - É a ultima personagem do trio que se aventura e ela é uma AutoReiv infectada com um virus chamado Cognito Virus, este virus faz com que os Autoreivs sigam o seu instinto e tenham liberdade, tal como uma pessoa. Ela é uma Companion type o que quer dizer que ela não faz absolutamente nada de jeito mas ela é importante porque ao agir que nem uma criança sem noção das coisas, dá mais sentimento de humanidade  e sanidade a todas as personagens que interagem com ela. Digamos que é a representação de sanidade e humanidade dentro da série.


Animação

Animado por Manglobe ( Samurai Champloo, Sengoku Basara [Game], Samurai Flamenco, etc) e tenho a dizer que a animação no geral é muito bipolar com as personagens humanas sendo que muitas vezes estão bem animadas e depois tem frames estranhos, naõ é mau... é tipo tamanho dos olhos aumentarem de repente ( e não é mudança de expressão ) mas os backgrounds e coisas do mundo em si estão bem animadas. E isto tem cenas de combate que também não são boas... possivelmente problemas de budget ou foram preguiçosos 

OST

Talvez a única coisa que salva este anime... apesar que parece que não tem grande sound track no meio do anime ( o que é bom para ambientar este tipo de animes ), tem boas musicas para se ouvir fora da série as o que bate melhor é mesmo a Opening e ending.

Opening: Kiri ( Save me ) by MONORAL
Ending: Paranoid Android by Radiohead

Personal Enjoyment

Custou-me imenso ver este anime, houve em partes em que adormeci e isso começou a acontecer a partir do ep 16... eu quero realmente gostar disto, mas não consigo quando tenta forçadamente ser algo que não é, estava tão bem como um little though provoking cyber-punk... e podia ter sido até mais pequeno se não gastassem tempo a ter eps em que divagam demasiado e tentam ser muito edgy porque sim. Gosto das questões relacionadas com God <-> Humans mas é tão pouco explorado e apressado que realmente fica mal inserido. Na realidade é uma serie com um potencial fantástico mas desperdiçado... recomendo verem só mesmo para entenderem o porque de eu ter ficado decepcionado 

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